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ABRE CORAÇÃO por Mile Black Música Abre Coração, da Banda Cheiro de Amor. Ship: Ron Weasley e Hermione Granger | Classificação: G | Gênero: SongFic/Romance | Spoilers: 4 | Capítulos: 1 | Status: Completa | Idioma: Português | Observação: - | Publicada em: 11/06/2006 | Atualizada em: 11/06/2006 Disclaimer: Alguns personagens, lugares e citações pertencem a J.K. Rowling, Scholastic Books, Bloomsbury Publishing, Editora Rocco ou Warner Bros. Entertainment. Essa estória não possui fins lucrativos. Meu amor, estou tão sozinha Ele não estava mais na Inglaterra. Fora morar na Romênia. Ela, continuou na sede da Ordem da Fênix Britânica. O prédio encantado contra trouxas, no meio de Londres, em que trabalhava estava vazio, afinal, era véspera de Natal. "Melhor assim", pensava ela. "Não tem ninguém para reparar nas minhas lágrimas." Seu amigo ficara, mas estava muito ocupado com os preparativos do seu casamento. Encontrar Harry e Cho pelos corredores nas últimas semanas, e ver a alegria em seus olhos estavam deixando-a sufocada... Não consigo encontrar Nada que me faça sentir melhor Se ela soubesse... Mas não havia mais tempo para "se". Não havia como mudar o passado. Ela precisava levantar e ir atrás dele! - Não! - gritou para si mesma. - Eu não conseguiria... E mesmo que conseguisse, ele não iria me querer mais... Disse essa última frase sem muita convicção. Será que não mesmo? Quantas vezes havia sonhado naquelas últimas semanas com um reencontro? Seu coração endoidava no peito cada vez que avistava alguém de cabelos ruivos. Mas nunca era ele. - Aquilo não foi sonho - disse, sacudindo a cabeça. Só o sonho vive na memória Daquele tempo feliz Tempo em que você me quis e me amou Hermione estava muito confusa. Vitor, antes dominador do seu coração, desapareceu de seus pensamentos. Agora outro ser, talvez até mais amado, povoava suas idéias. Como ela fora cega! Sete anos! Há sete anos que o amor caminhava ao lado dela e nunca, nunca percebeu! Agora que as lembranças vinham à tona... Tantos sinais, tantas evidências... O brilho no olhar dele quando falava com ela... A preocupação sincera com sua saúde depois da ultima luta contra o Lord das Trevas, em que ela quase havia morrido... O relógio da entrada bateu 11 vezes. Precisava ir para casa. Seus pais estavam esperado-a para a ceia. Ela levantou da poltrona em frente à lareira em que estava sentada e se preparou para desaparatar. Parou ainda com a varinha no ar. Na primeira vez que Rony começou a dizer o que sentia por ela, ela ainda estava com Victor. Mandou-o parar falar de besteira, que ele estava misturando os sentimentos, e quando ele insistiu ela desaparatou. Ele solicitou a Harry, presidente da Ordem na Inglaterra, sua transferência para outro país. E depois ele insistiu, tentando fazê-la entender ali, em frente à mesma lareira em que estava agora. Depois daquele dia, ela nunca mais foi a mesma. Mas meu mundo não teve mais Nenhum segundo sequer de paz E nesse jogo eu perdi demais - Por que, Ronald Weasley? Por que você foi me confundir desse jeito? - gritou para as chamas. - Minha vida estava tão sólida! Como eu sou fraca e vulnerável! Tudo que eu tinha se desmanchou como um castelo de cartas! Era verdade. Ela estava prestes a se casar com Krum. Lembrou-se do rosto derrotado de Rony quando ela, feliz, mostrou a aliança de noivado aos amigos. Foi aí que ele, no mesmo dia, após uma conferência com os gigantes da Irlanda, ofereceu para levá-la em casa. - Não precisa, Rony, eu vou aparatando. - Eu estou com o carro da Ordem. Eu te levo. Ele passou o caminho todo calado, e ela falando todos os seus planos para a cerimônia, lua de mel, a saída de Krum do time em virtude do casamento... Quando ela se deu conta das lágrimas em seus olhos, ela o fez encostar o carro. - OK, Rony, o que é que você tem? - Nada, cansaço, eu acho... - desconversou ele, para enxugar os olhos. - Eu te conheço, Rony. Pode falar. - Não, Mione, você não conhece. - Rony? Que é que te deu agora? - Não foi agora, Hermione! Foi sempre! - Não tô te entendendo, o que que foi sempre? - Eu Mione, eu sempre fui... Sempre! - Sempre foi o quê, Rony? Fala! Você tá me deixando nervosa! Ele abaixou a cabeça e mexeu os lábios, mas nenhum som saiu... Parecia aquele mesmo menino que ficava envergonhado sempre que a professora Minerva o repreendia. - Não entendi o que você disse - falou Mione pressentindo o que vinha depois. - Você não pode casar. - Me dê um motivo - agora o tom era de desafio. - Victor me ama, ele vai me fazer muito fel... - NÃO! Ele não te ama tanto quanto... Quanto eu, Mione! - Você está confuso - ela disse com a voz falhada. - Está assim porque está com medo de me perder... - Não é isso... Eu... - Mas eu sempre vou ser sua amiga - cortou ela. - Sempre estaremos unidos, eu você e o Harry. - Pára, Mione! Você nunca me ouve! Essa não é a primeira vez que eu tento te dizer... - Porque nunca houve o que dizer - ela abriu a porta do carro. - Eu tenho que ir... - Mione! Espere! Tarde de mais. Ela havia sumido. Ele passou dias sem aparecer na Ordem. Harry estranhou e foi à Toca. Voltou com o pedido de transferência dele. Hermione ficou arrasada. Por quê? Por que ela estava se importando? "Porque ele é meu amigo e não quero que fique magoado" disse ela à Gina certa tarde. Na véspera de sua viagem, Rony foi ao prédio da Ordem se despedir dos amigos. Quando ele passou na frente da porta da sala de Hermione, ela o chamou. - Ia sair sem falar comigo, Rony? - Não. Eu estava criando coragem para entrar. Sabe Mione, é que... - Esquece, Rony. Eu entendo. Mas eu gosto de você como amigo, infelizmente... - Eu não senti muita firmeza no que você acabou de falar. E acho que você também não - disse ele caminhando para o meio da sala. - Não delira, Rony... - ela recuou em direção à lareira. - Eu tenho certeza do que eu sinto. - É, eu também. Você me roubou um beijo Eu que fui para a prisão O amor trancou a chave no seu coração Ela não teve tempo de se esquivar. Ele a abraçou pela cintura com um braço enquanto a outra mão se prendia pelos cabelos, forçando rosto dela pra frente, levado a boca de um a do outro. Ela tentou resistir, mas não conseguia e queria saber por quê. Foi um beijo longo e intenso, como Victor jamais havia lhe dado. Por fim, ele a soltou. ela permaneceu com os olhos fechados. - Adeus, Mione. Seja feliz - e desapareceu. - Rony! Desistiu de ir magicamente para casa. Já eram 11:30 da noite, mas foi à pé. A cidade estava vazia. Nevava. No mesmo dia ela terminou com Krum. Alegou que estava confusa, que precisava de um tempo. Ele não entendeu, é lógico. Mas a rapidez com que ele se conformou levou Mione a achar que ele talvez não a amasse tanto assim. Mas Rony, sim. Ela finalmente caiu em si. - É isso! Eu te amo Ronald Weasley! - gritou ela assustando alguns trouxas que atravessavam a rua. Sabia onde ele estava. Gina havia contado. Contrariando uma das leis da magia, ela desaparatou no meio da rua, reaparecendo em seu quarto. Escreveu correndo um pedaço de pergaminho. Sua mãe adentrou o quarto e perguntou algo que ela não entendeu. Hermione estava eufórica. Tirou a coruja da gaiola e a mandou para Harry. Abraçou a mãe. - Aonde você vai? - Ser feliz! Ai, abre coração Vem me fazer feliz Rony estava sentado no muro da toca. Viera passar o natal com a família. Gina estava de férias, ainda não acabara Hogwarts. Sentada ao seu lado tentava consolá-lo, mas não adiantava. "Rony, eu vou entrar, está frio" ela disse, mesmo sabendo que ele não a ouvia. Ele ficou muito tempo olhando para as luzes do vilarejo embaixo da montanha. Até que..."Rony". - Estou delirando - murmurou para si mesmo. - Estou até ouvindo a voz dela. - RONY-Y! Hermione vinha gritando enquanto subia a encosta em direção à casa. Ele pulou do muro no momento em que ela se aproximou, cansando da corrida, com a respiração ofegante, saindo enfumaçada pela boca. - Mione? O que é que você está fazendo aqui! - a surpresa dele não parecia maior que a da própria Mione. - Rony, eu descobri! - Do que é que você tá falando? - Eu não posso viver sem você! E puxando ele pela gola do casaco de toupeira soltou um suspiro quente em seu ouvido: - Eu te amo - e o beijou. Va-a-ai abre coração Vem me fazer feliz Bom, seria até uma injustiça ficar perturbando os dois num momento desses, né gente? Vamos parar de narrar por aqui. Va-a-ai abre coração Vem me fazer feliz FIM |