Capítulo 17
APANHADORES

Depois que eu e o traste chegamos ao salão comunal todos pararam a conversa para nos olhar:

- Finalmente um momento de paz entre os Potter's! - disse o Sirius levantando as mãos para cima e se ajoelhando no chão.

- Por que você usou a palavra no plural? – perguntei começando a ficar irritada novamente.

- Plural? Eu disse Potter's? Eu quis dizer, o Potter e a Lily! - disse o Sirius tentando concertar as coisas.

- Black! – gritei sem acreditar nas desculpas esfarrapadas do Sirius.

- Lilizinha querida... Já estava estranhando seu bom humor. - ele disse se escondendo atrás do Remo.

- Era impressão minha ou vocês estavam mesmo conversando? - perguntou a Marlene nós.

Já esta colocando vocês como um casal: “nós”

Não foi essa a intenção.

- Estávamos! - respondemos juntos.

- E o que achou Lily? - perguntou a Marlene fazendo eu me sentar ao lado dela no sofá.

- É... O Potter ainda tem conserto! – eu afirmei meio receosa.

- Sim! – disse o chato animado cumprimentando o Sirius feliz da vida. - Claro que tenho conserto cara Lily. Por você eu faço tudo...

- Estava bom de mais para ser verdade! – reclamei.

- Parei! - eu disse me dando por vencido.

- O que estavam conversando? - perguntou o Remo logo que todos se sentaram.

- Estávamos falando de como o Pedro ficou ridículo parecendo um balão. - ele respondou rindo e fazendo todos rirem.

- Vocês precisavam ver a cara da enfermeira quando viu o estado do Pedro... - eu disse imitando a cara de pânico de enfermeira.

- O pior foi à bronca que ele levou da Mcgonagall logo em seguida. – completou o Potter.

- E onde ele está? - perguntou o Remo.

- Vai ficar na ala hospitalar até amanhã de manhã. - respondi. - Agora preciso ir dormir! - disse me levantando preguiçosa.

- Mas já? - perguntou o Sirius sem acreditar.

- Já. É que eu tenho... - comecei, mas a Marlene me interrompeu.

- Ela tem que estudar! - completou a Marlene com um sorriso enorme.

Aquilo estava com cara de que as duas estavam escondendo alguma coisa.

- Mas... - comecei

- Vamos conversar Lily! - ordenou a Marlene arrastando a ruiva para a sala dos monitores. - E ninguém ouse entrar lá.

- Lene por que não deixou que eu terminasse de falar? – perguntei assim que a Lene fechou a porta.

- Por que você iria acaba com o coração do pobre Tiago. – respondeu a morena fazendo a maior cara de dó.

- Por que eu iria fazer isso? – perguntei irônica.

- Posso entrar? – perguntou o Remo entrando no salão.

- Pode. E me ajuda a convencer essa louca que ela iria acabar com o coraçãozinho do Tiago se dissesse a verdade. – disse a Lene.

- E qual seria a verdade? – perguntou o Remo sem entender nada.

- Ela tem um encontro com o Victor logo cedo. – respondeu a Lene.

- Não é um encontro. Só vou me encontrar com ele por que ele me pediu. – respondi.

- Para ele isso é um encontro. – rebateu a Lene.

- O Tiago vai ficar arrasado.Não vá Lily. – disse o Remo saindo novamente.

- Mas é claro que eu vou. Não devo nada ao Potter. – respondi irritada.

- Vocês se amam. – disse a Lene com aquela velha história novamente.

- Não o amo e você sabe disso. E quanto a ele... Você sabe que ele diz isso para todas. – eu disse nervosa.

- Todos sabem que você o ama. E quanto a ele... Você sabe que o amor dele por você é verdadeiro, ou deveria saber.

- É mentira! – gritei já com os olhos marejados.

- Para de se torturar amiga... Viva e o ame! – pediu a Lene calmamente.

- Não posso gostar dele. Você não entende. – reclamei já caindo em lágrimas.

- Claro que eu entendo. Mas reclame, você esta merecendo isso. - disse a Marlene com a voz alterada antes de se virar para o Potter que entrou.

E foi quando a porta do salão se abriu revelando o motivo de minhas lágrimas: Tiago Potter acabava de colocar a cabeça para dentro do salão.

- Desculpa entrar assim... – ele disse sem tirar os olhos de mim.

- Sem problemas Tiago. Quer falar com a Lily? Eu já estava de saída mesmo. - disse a Marlene visivelmente tentando voltar ao tom de voz normal.

- Na verdade era com você mesmo. - ele disse para ela. - Mas posso ajudar em alguma coisa Lily? – me perguntou parecendo preocupado.

- Está tudo ótimo! - eu disse já derramando as lágrimas e me levantando para ir me deitar.

- Desculpa Lily, é que... - começou a Lene parecendo arrependida.

- Não precisa se desculpar. Só disse o que pensa. Vou me deitar. Conversamos amanhã! – eu disse chateada

- Mas você vai? - perguntou a Marlene.

- Não sei! - respondi antes de fechar a porta com força as minhas costas.

Demorei um pouco para recuperar o meu estado normal.

Tinha a mente confusa, nem ao menos sabia por queria dito aquilo para a Lene ou por que chorava, só sabia que meu coração estava pesado.

Você o ama

Escutei a vozinha da Mini na minha cabeça novamente. Ela é muito mentirosa... Não sei como ela pode estar dentro da minha cabeça e mentir tanto.

Não é mentira. Ele te ama e aquele Victor não presta. Não vá amanhã. Você irá ferir o coração do Ti e ainda se arrepender de ir.

Pois agora que eu vou!

Logo escutei a voz do Remo me chamando e sai do quarto:

- Você esta bem? – ele me perguntou me olhando preocupado.

- Estou ótima Reminho. – respondi tentando sorrir.

- Por que estava chorando? – ele me perguntou ainda preocupado.

- Eu e a Lene brigamos. – eu respondi dando de ombros.

- Percebi a Lene estava chateada também. – ele me informou. – Mas não fique assim Lily. Logo tudo se resolve. Você vai ver.

- Espero que sim Remo. Espero realmente que sim.

Logo fui dormir.

Acordei sem animo nenhum para encontro. Eu tinha sonhado com o Potter, um sonho muito confuso por sinal. Só não desisti de ir ao encontro por que queria provar para aquela vozinha na minha cabeça que ela estava errada e que o Victor poderia ser um bom namorado.

Me arrumei e fui para o encontro com o Victor. Eu tinha a estranha sensação de que o Potter estava ao meu lado desejando que eu desistisse daquela idéia, mas deveria ser obra do sonho que tive com ele durante a noite.

Fiquei naquela indecisão por longos cinco minutos. O Victor se atrasou para o encontro me deixando com mais vontade de ir embora. Eu comecei a ficar nervosa e bater o pé no chão olhando constantemente para o relógio.

Quando eu estava prestes a ir embora o Victor chegou:

- Lílian! - me chamou o loiro.

- Ah, você demorou! - eu disse voltando-me para ele.

- Desculpe!

- Então... – comecei tentando puxar assunto.

- Certo... - disse ele parecendo pensar no que dizer. - Te chamei por que queria conversar com você.

- Já esta o fazendo! - respondi tentando parecer distraída, mas estava morrendo de raiva daquela conversa sem fundamento.

- Dormiu bem? – perguntou ele de repente.

- Muito bem. - respondi sorrindo, tentando parecer gentil.

- Sonhou comigo? - perguntou ele presunçoso.

Me virei de costas para ele nervosa. Ele foi muito ousado em perguntar uma coisa dessas. Expressei um “não” para mim mesma mexendo os lábios nervosa e completei em voz alta:

- Claro que sonhei com você! – respondi tentando não fazer nenhuma careta.

É claro que eu tinha que mentir. Eu queria me apaixonar por ele. Quem sabe assim a Lene não parava de falar do Potter.

Ou você esquecia o Tiago... Já disse que não é possível... O amor de vocês seria lindo se você se entregasse a ele.

Essa Mini me irrita!

- E o sonho foi bom? - ele perguntou para mim com maior cara de safado. Aquela cara me deu nojo. Ele estava parecendo o Sirius e o Potter conquistando as garotas.

- Foi ótimo... – respondi vagamente para esconder a mentira.

- E como foi? - perguntou ele passando o braço pela minha cintura. Tive vontade de bater nele.

- Eu estava te matando afogado no lago! - eu disse para mim mesma tão baixo que nem menos ouvidos escutaram.

- O que disse minha lindinha? Eu não escutei direito, você falou muito baixo. – ele me disse sorrindo ainda me abraçando.

- Disse que não me lembro do sonho direito. – menti de novo. - Vamos mudar de assunto. O que você queria comigo mesmo? – tentei não mentir mais e fazer ele se afastar e terminar logo com tudo aquilo.

- É que estamos saindo há algum tempo... - começou ele.

- Estamos saindo? Quando foi isso que esqueceram de me avisar? – perguntei tentando parecer doce, mas estava com muita raiva. Como ele ousa dizer uma coisa dessas? E se alguém escuta e acredita?

- Mas minha ruivinha... - começou ele.

- Não me chame assim! - gritou ela nervosa, mas eu estava realmente nervosa. Ele me fez lembrar do mala sem alça do Potter. Que raiva!

Quer dizer que só o Tiago pode te chamar assim?

Não é por isso... É que não quero estar com o Victor e me lembrar do mala.

Sei!

- Não te chamo mais assim foguinho! - ele disse sorrindo.

- Meu nome é Lílian caso você não tenha percebido. – respondi ainda aborrecida.

- Vejo que não acordou muito bem hoje... É melhor marcarmos outro dia. - ele disse apreensivo.

- Acho melhor continuarmos na amizade. – respondi para cortar as investidas dele. Até hoje não sei por que eu fiz aquilo.

Logo eu já estava indo para o salão principal.

Sentei-me de frente para a Lene para almoçarmos e logo os marotos se juntaram a nós.

- Bom dia meninas! – disse o Potter radiante de felicidade.

- Bom dia! - respondeu a Marlene com a mesma intensidade.

- O que aconteceu para vocês estarem tão felizes hoje? – perguntei os olhando atentamente.

- É que passamos uma noite maravilhosa juntos... - respondeu a Marlene maliciosamente.

Fiquei espantada com aquele comentário.

- Fazem um casal perfeito! – eu respondi secamente os olhando com desdém.

Não acredito que eles estavam juntos e nem me contaram.

E mais uma vez ficou com ciúme.

- É brincadeira sua boba! - disse a Marlene rindo feito uma louca.

- Eu sei... – respondi o mais naturalmente possível.

Assim que acabou o café da manhã fomos todos juntos para a aula de feitiços. O Remo foi na frente comigo, nós estavam aproveitando o último dia juntos... Afinal na noite seguinte eu teria que dividir o quarto com o Potter.

O Potter sentou atrás de nós e o Remo resolveu falar com o inútil:

- Está tudo bem? - perguntou ele.

- Claro. – ouvi ele respondendo.

- Lily guarda meu lugar? Vou resolver um assunto com o Tiago! – o Remo me disse, estranho!

- Mas o Potter está aqui atrás... – comecei sem entender, acho que eles queriam falar sobre a minha pessoa então não terminei a frase - Guardo seu lugar! – disse me dando por vencida.

Ele falou alguma coisa que não escutei com o Potter e logo voltou.

- Sentiu minha falta? – perguntou o Remo rindo.

- Muita! - respondi rindo.

- Mais tarde temos que fazer a mudança Tiago! - disse o Remo.

- Nem me fale! – respondemos eu a o Potter juntos.

- Fazemos isso na aula vaga. – ele respondeu chateado.

- Nos ajuda Lily? - perguntou o Remo.

- Não vou ter outra escolha... Tenho que mostrar tudo para o Potter! - respondi desanimada.

Logo o professor chegou e o Remo não parou de falar, só que o assunto agora era o Potter:

- E você e o Tiago? – ele me perguntou de repente.

- O que tem? – me fiz de inocente.

- Agora que vai ficar perto dele mais tempo não acha que ele tem uma chance? – perguntou ele pensativo.

- Quer a verdade Reminho? – perguntei sorrindo e ele me respondeu que sim com a cabeça. – Claro que não! – respondi já mais irritada.

- Por que não? Você mal o conhece. – ele tentou ajudar o Potter.

- O pouco que conheço já sei que ele não presta para nada. – respondi irritada

- A Lene me disse que você ficou morrendo de vergonha quando viu o Tiago sem camisa... – ele disse.

O que era mentira por que eu não tinha dito nada.

- Eu só fiquei constrangida por que não costumo ver homens sem camisa. – eu disse já ficando com vergonha.

- Sei... – ele disse desconfiado. – Vai ser boazinha com o Tiago?

- O que quer dizer com isso? – perguntei.

- Que vocês vão ser companheiros, ter detenções juntos, reuniões, rondas noturnas e tudo que fazíamos juntos. O que custa você ao menos tentar ser simpática com ele? – me perguntou o Remo apreensivo.

- Custa que ele vai pensar que estou “dando mole” para ele.

- Eu falo com ele Lily. Mas se vocês ao menos não forem amigos não vai dar certo vocês serem monitores juntos. A vida dos dois será um inferno. – me informou o Remo.

- Você tem razão... – eu respondi cogitando a hipótese de ser simpática com o Potter às vezes.

Quando dei por mim a aula já estava terminando e ficamos o tempo todo conversando.

Logo nós já estávamos arrumando tudo no salão dos monitores e meu companheiro (Remo) já estava partindo.

Em vinte minutos Remo já estava com as coisas dele arrumadas no dormitório com os marotos e eu estava descendo as escadas com as malas para colocar no quarto dos monitores.

- Certo... Onde você está é nosso sofá. Três lugares como reparou, tem mais aquela poltrona que costumo deixar mais perto da lareira, mas se quiser pode mudar.

- Está ótimo do jeito que esta. – ele respondeu feliz.

- Bem, essa mesa aí, é para colocar coisas pequenas, não reparou que ela é pequenina? Tire sua mala daí. Vai quebrar a mesa. – eu disse com um olhar reprovador.

- Certo chefe! – ele me respondeu sorrindo enquanto eu revirava os olhos.

- Está vendo aquela mesa mais ali no canto? - perguntei apontando uma mesa de marfim no centro do salão.

- O que tem ela? – perguntou o mala.

- É para quando precisarmos fazer lição ou resolver assuntos de monitores como relatórios.

- Relatórios? – ele me perguntou deprimido.

- Exatamente. Aquela prateleira logo em cima da mesa contêm horários, relatórios, trabalhos, detenções, essas coisas.

- Então deve ter muita coisa sobre mim... – ele me respondeu rindo.

- E tem mesmo! Espero que isso pare de vez. - respondi cansada o olhando pela primeira vez.

- São só duas cadeiras ali mesmo? - perguntou vendo somente duas cadeiras na mesa.

- Só duas. O certo é não deixar mais ninguém ficar aqui a não ser nós dois, mas isso nunca acontece. - respondi abrindo um singelo sorriso.

- E aquelas quatro portas? - perguntou olhando as portas

- Uma delas você já conhece – eu respondi mostrando a porta mais afastada é a lavanderia e guarda tralhas. - respondi rindo.

- Posso guardar o que quiser ali? – ele me perguntou curioso.

- Tudo que eu possa ver, pois ali os dois podem entrar. – respondi desconfiada.

- Não tenho nada a esconder de você! – ele me respondeu sorrindo.

- A porta do meio, que está de frente para você é o banheiro.

- Um banheiro para os dois? - perguntou animado.

- Isso mesmo. Então teremos que decidir como vamos fazer para tomar banho de manhã, essas coisas.

- Certo. Você decide! – ele disse gentilmente. Também depois do comentário pervertido...

- As outras portas são os quartos. Aquele é o seu. - disse indicando uma das portas - O outro claro que é o meu.

Ele se levantou para ver os quartos.

- Não vai adiantar ver agora. O quarto não deve estar pronto. A Mcgonagall disse que demora uma hora para a magia que tem no quarto se acostumar com o dono e o decorá-lo.

- O quarto vai ficar decorado sozinho? – me perguntou espantado.

- Isso mesmo. Daqui uma hora mais ou menos, os móveis, as cores, e tudo o resto estará no seu devido lugar de acordo com os seus gostos. - respondi pensativa.

- Posso ver o seu? – perguntou.

- Não. A regra de não poder entrar no quarto das mulheres ainda vale aqui. Você só consegue entrar lá quando eu autorizar e abrir a porta para você.

- Mas você pode entrar no meu? – ele me perguntou maliciosamente.

- Posso, mas não o farei. Não se preocupe. - respondi um pouco encabulada.

- Por quê? - perguntou decepcionado.

- Por que não é certo. - respondi. - Só entro quando for muito necessário. - completei pensativa.

- E o que você considera necessário? – perguntou curioso.

- Não sei Potter. Mas é meu dever te ajudar a chegar na hora às aulas. - respondi pensativa com uma das mãos no queixo.

Logo em seguida o Remo entrou no salão para nos avisar que logo começaria o almoço.

Almoçamos na maior paz e fomos para a próxima aula.

A aula passou rapidamente, pois DCAT é sempre a melhor aula de todas.

Depois a aula dupla de DCAT era o tão esperado treino de quadribol que o Potter havia marcado.

Logo o time já estava reunido no vestiário.

- Certo galera,vou precisar da colaboração de todos. Pensei em fazer um sorteio e de acordo com ele separamos o time em várias duplas, contando o reserva que temos para apanhador. Com isso fazemos um jogo contra,os ganhadores vão para outro jogo e assim por diante até que sobre somente uma pessoa. – sugeriu o Potter.

- E como seria esse contra? - perguntou a Marlene.

- Primeiro vamos fazer somente os dois no campo. Colocamos um tempo máximo e quem pegar o pomo primeiro vai para a segunda etapa. – ele respondeu.

- Eu não quero fazer o teste! - disse o Sirius de repente.

- Infelizmente o time inteiro vai fazer. Precisamos do melhor jogador para o apanhador, por que assim terminamos o jogo logo e ganhamos.

- Fazer o que! - respondeu o Sirius emburrado.

- Então vamos para o campo. Os reservas devem estar a nossa espera.

- Assim como a grifinória inteira. - concluiu o goleiro quando surgimos no campo.

Não vou narrar jogo por jogo por que foi a maior chatice, para dizer a verdade tiveram duplas que nem conseguiram pegar o pomo dentro do horário combinado (meia hora).

Vamos direto a parte que interessa, os finalistas foram: eu (artilheira), Kely Mrgth (artilheira) e Frank Longbottom (apanhador do time reserva da grifinória).

Para que nenhum de nós três não precisássemos jogar duas vezes, o que seria injusto, fizemos de um jeito diferente: o Potter convocou todos os artilheiros restantes, ou seja, 2, um efetivo do time e o reserva que estava assistindo o treino; convocou também todos os batedores disponíveis, ou seja, 3, os dois titulares e o reserva que estava assistindo o treino; os dois goleiros ficaram para o ajudar como artilheiros, e ficou observando o jogo.

Ele convocou todos do time para conversarem enquanto nós ficamos nos aquecendo.

Após conversar com o time ele soltou as bolas e o time sobrevoou o campo, porém nós permanecemos no chão.

- Antes de subirem preciso falar com vocês! – ele disse para nós três que já nos preparavamos para subir na vassoura.

- Fala Tiago! - disse o Frank.

- Já conversei com todos os jogadores e ninguém terá preferência com ninguém. Tentarão atrapalhar todos igualmente, e ainda pedi para os batedores não baterem tão forte para que ninguém se machuque. Qualquer coisa eu estarei aqui, não se preocupem.

- Grande diferença! – eu disse Lily irônica revirando os olhos. Não confio nele em uma vassoura piorou em terra firme.

- Eu acho uma grande diferença mesmo! - disse a Kely empolgada.

- Acho que não vou participar. Não quero ser apanhadora. – eu disse assim que o Frank e a Kely se afastaram para colocar a luva. Não queria ser apanhadora...

- Por quê? - perguntei sem entender.

- Gosto de ser artilheira... – respondi simceramente.

- Você vai desistir assim tão facilmente? – ele me desefiou.

- Desistir do que? – perguntei para ter certeza.

- Está na cara que você esta com medo de perder para a Kely e para o Frank. – ele disse me provocando... Fiquei indignada com tamanha falta de confiança em mim. São melhor que aqueles dois... Posso ganhar esse jogo se quiser!

- Eu com medo de perder? Nem em seus sonhos Potter! Pode preparando a declaração para a professora, que eu vou ser a apanhadora. – eu respondi confiante virando para colocar as luvas e subir na vassoura. Eu iria mostrar para ele que sou capoaz.

Essa história de declaração para quem não entendeu, é que ele tem que avisar por meios escritos para a professora quem ficará no lugar dele no próximo jogo.

Esse jogo foi muito bom, imagem todos os balaços direcionados para três pessoas, a goles os atrapalhando e os três competindo pelo pomo.

Depois de uns dez minutos de partida a Kely foi atingida por um balaço certeiro do Sirius e acabou caindo. Vi o Potter fazer feitiço que aliviou a queda da moça, ela só foi tomar uma poção para a dor no braço pelo balaço que a atingiu.

Sorte que o Sirius jogou o balaço com pouca força, pois senão a Kely teria quebrado o braço.

O jogo continuou comigo e com Frank atrás do pomo do ouro. Uma disputa emocionante com toda a certeza.

O balaço parecia um brinquedo nas mãos dos batedores.

Nós somos profissionais Lily. Claro que estava tudo do jeito que queríamos!

A goles parecia uma bola de fogo, ninguém ficava com ela na mão por mais de um minuto, e ficava voando pelo céu indo sempre em nossa direção que estávamos atrás do pomo.

Quando vi o Frank mergulhando atrás do pomo olhei para o Potter que tinha a maior cara de pânico que já vi.

Mas eu não cai naquele truque velho que já vi o Potter fazer tantas vezes. O Frank estava mergulhando para tentar me distrair e vi o pomo ali perto de mim, no arcos e voei rapidamente para lá.

Vi o Frank ainda descendo enquanto eu ai para os arcos. Foi quando o Potter sorriu, acho que ele viu que eu estava no caminho certo.

O Frank finalmente reparou que o plano dele não tinha dado certo e veio voando em minha direção.

Vi o Sirius e a Lene rebatendo dois balaços, um para cada um de nós. Logo o balaço alcançou o Frank e como ele estava com o braço esticado o balaço bateu forte na mão dele, mas mesmo assim não foi o suficiente para o parar. Eu tentei ir ainda mais rápido para pegar o pomo.

Como estava com dificuldades eu acabei ficando de pé na vassoura. Aquele pomo seria meu de qualquer jeito. E não demorou muito e o pomo já estava entre os meus dedos. Mas nem tudo é um mar de rosas na minha vida, logo um balaço certeiro do Sirius me atingiu. Acertou exatamente no meio do cabo da minha vassoura, me desequilibrei com o impacto e comecei a cair em queda livre.

Vi o Frank tentando me ajudar, mas ele não conseguia conduzir a própria vassoura

Achei que iria morrer e ao invés da minha via inteira passar na minha cabeça como dizem que acontece, eu só vi o rosto dele.

Mais uma prova de que esta apaixonada... Nem na hoar de morrer você deixa de pensar no Tiago!

Não sei por que, mas só conseguia pensar nele e que não pude ficar perto dele tempo suficiente em minha vida.

- Ajudem ela! - ouvi o Remo gritando da arquibancada desesperado.

Faltando cinco metros para a colisão o Tiago agarrou a minha cintura impedindo que eu caísse. E como ele estava maravilhoso!

O amor é lindo!

- Você está segura agora! – ele disse me mantendo em seus braços fortes. Eu não sabia se o abraçava, se chorava de alegria por estar viva...

- Obri... - Comecei, mas o balaço voltou em nossa direção, ele saiu voando rapidamente comigo nos braços tentando desviar do balaço e ao mesmo tempo me segurar. Senti que eu estava escorregando de seus braços - Se segura em mim! – ele pediu sem tirar as mãos de vassoura.

- Pare! Eu preciso me arrumar na vassoura! - implorei branca pelo susto.

- Não dá. O balaço esta nos seguindo! – ele respondeu irritado. - Alguém destrua esse balaço! - gritou enquanto o único apoio que eu tinha era seu braço que parecia escorregar.

- Se segure, por favor! – ele me pediu preocupado.

- Estou tentando! – eu disse caindo dos braços dele e agarrando sua perna para ter onde me segurar.

A cena parecia de filme. Ele pilotando a vassoura e eu pendurada no ar, e a única segurança que eu tinha era uma de suas mãos que já estavam suadas e escorregadias. Agarrei a perna dele desesperada, mas não obtivemos muito sucesso.

- Tiago! – gritei apavorada quando minha mão escapou das dele e eu só não cai por que conseguiu agarrar seu pé.

- Se segura que vou dar um jeito nisso! - ele disse procurando a varinha dentro das vestes.

- Rápido! - pedi suplicante escorregando mais um pouco.

Vi que ele achou a varinha e no instante seguinte ele virou à vassoura para ir de encontro ao balaço:

- Bombarda! - gritou lançando o feitiço que fez o balaço cair em pedaços pelo campo.

Com o feitiço ele também se desequilibrou da vassoura e só não caímos por que ele agarrou o cabo, e eu ainda me mantinha agarrada a sua perna.

- Pula Tiago! - gritou o Remo da arquibancada.

- Vamos atrás do Malfoy! - ouvi a Marlene gritando assim que chegou ao chão vendo que foi aquele loiro aguado que enfeitiçou o balaço.

- Ele não vai me escapar. - ouvi o Sirius gritando.

Eu estava apavorada e o vi me olhando preocupado tentando ficar calmo.

- Confia em mim? – perguntou gentilmente.

A vassoura ia bater em cheio nas arquibancadas em instantes e precisávamos fazer alguma coisa.

Eu não sabia o que fazer. Já não sentia meu corpo, estava com dificuldade de respirar...

- Confia em mim Lily? - perguntou novamente.

- Me tira daqui! - pedi já apavorada.

O maluco soltou a vassoura e agarrou os meus braços me puxando para perto dele. Quando senti seu corpo junto ao meu o pânico começou a passa, eu me sentia protegida junto a ele.

- Vamos morrer! – eu disse o agarrando ainda mais e vendo que logo estaríamos no chão.

- Você ficará bem! – ele me disse parecendo tranqüilo. - Não me solte! – ele me pediu saindo da vertical e ficando na horizontal me mantendo em cima dele.

Vi seus olhos me fitando preocupado, e segundos depois senti que havíamos batido no gramado o vi expressando uma dor que deveria ser muito pior que a minha, afinal ele tinha amortecido a minha queda. Fiquei o fitando e vi que ele desmaiou.